Milícia Geral

A greve geral de 28/04/2017.
Publicado em 23/06/2017

O que nós observamos hoje nas ruas não foi uma greve geral. Não foi uma greve. Um estrangeiro que presenciasse isso chamaria de terrorismo. Conforme fosse o seu país de origem, ele chamaria de MILÍCIA.

Alguns gatos pingados nas ruas, fechando avenidas, ameaçando pessoas, provocando o terror por onde passavam ... não é greve. Sujeito que está ali para ameaçar, amedrontar e impedir a vida normal das pessoas ... não é manifestante. A máquina que está por trás do acontecimento de hoje ... se distancia MUITO da livre manifestação que vimos acontecer no impedimento da ex-presidente Dilma.

O estrangeiro certamente diria que estas pessoas são criminosas! São bandidas!

Ameaçar, bater, destruir e impedir a livre locomoção das pessoas em nome de uma causa qualquer, por melhor que seja esta causa, é crime! É difícil ver diferença entre terrorismo e isto que aconteceu hoje.

Fui lá. Fui no centro de um dos protestos em minha cidade. Os "manifestantes" acreditam seu direito vale mais que o direito dos outros. Colocaram vários ônibus no meio da rua, impedindo o trânsito, e esvaziaram os pneus de cada um deles. Na sequência, estacionaram outros tantos veículos ao redor dos ônibus para garantir o máximo transtorno possível. E qualquer pessoa que tentasse passar, seja de moto, seja de bicicleta, era ameaçado.

Um dos manifestantes, cheio de glória e orgulho por seu ato corajoso, chega a bradar:

"Vem, vem seus filhas das putas! Vem seus covardes!! Vem covardes!!!"

Isto é a convocação que ele estava fazendo com intenção de chamar aqueles que assistiam ao terrorismo, para participar dele também. É isso mesmo. É assim que ele convoca aliados para sua causa. Seja lá qual causa for. Porque, em momento algum, eles informam o que pretendem, além de ameaçar a todos que passam.

Agora eu pergunto: É preciso ter CORAGEM para participar de uma manifestação que ocorre completamente dentro da lei? Sendo a manifestação pacífica, ordeira e legal, a coragem não é um pré-requisito necessário. Basta a vontade de participar.

É preciso CORAGEM, quando se sabe, por antecipação, que o que está sendo feito é contra a lei. E ele sabe! Por isso ele clama por coragem!

Pouco mais que 50 pessoas interromperam o direito de locomoção de centenas de milhares.

Uma médica, em seu veículo, tentava ir para o hospital onde trabalhava e os manifestantes, não permitiram.

A médica então, estacionou o carro em um canteiro para tentar conversar e convencer os "manifestantes".

Foi imediatamente cercada e ofendida por vários dos manifestantes. Um deles, chegou ao cúmulo de chamar a médica de criminosa por ela estar estacionando em um canteiro!!!

O manifestante de boné vermelho, que participa do movimento que interrompe o trânsito com ônibus, que toca fogo em pneu no meio da rua, que impede e ameaça a passagem de todos... acusa a médica de "fora da lei", por ela ter estacionado o carro no canteiro, que é local proibido. Estacionado para poder tentar dialogar com os brutamontes.

Ele repete: "Fora da lei! Fora da lei!"

Na sequência, para justificar a proibição de locomoção da médica, um manifestante diz:

"Meu pai já ficou esperando em hospital várias vezes!"

A outra manifestante diz:

"A senhora não é a última médica da face da terra".

Talvez a manifestante mudasse de idéia, se essa médica estivesse indo para o hospital para atender a mãe da manifestante.

Mas eles são egoístas. O interesse deles está acima do interesse da sociedade. 50 gatos pingados se acham no direito de impedir uma pessoa de se locomover. Acham que tem o direito de impedir um médico de trabalhar.

Como quem diz: "Se meu pai já ficou esperando no hospital várias vezes, seu paciente pode muito bem esperar". Ou seja, é uma espécie de vingança contra a sociedade tomando como justificativa tudo que aconteceu de ruim na vida dele. Ele está indo á forra. Ele se julga no direito de provocar o atraso na vida dos outros, pelo fato de seu pai ter esperado no hospital.

A diferença, é que o pai dele esperou no hospital por conta da péssima qualidade da saúde do nosso país e não por conta de criminosos que ameaçam e impedem os médicos de chegar ao trabalho.

Na sequência, um rapaz chega de bicicleta para proteger a médica. Ele tenta intervir para que os manifestantes permitam que a médica vá trabalhar. Essa é uma das partes mais interessantes. Esse fato foi noticiado em todos os jornais da internet. Está na página principal da globo.com. Esse é o mesmo rapaz que saiu em todos os jornais online com títulos do tipo: "Ciclista é agredido ao xingar e atacar manifestantes em Vitória".

Vejam no vídeo. O ciclista estava tentando ajudar as pessoas que precisavam transpor a barreira de baderneiros. Os baderneiros cercavam uma pessoa e o ciclista imediatamente ia em defesa daquela pessoa. Foi o que ele fez com a médica. O ciclista, vejam o vídeo, tentou defender a médica e convencer os manifestantes a deixarem ela passar. Vejam que ele já está ferido porque os manifestantes acertaram sua cabeça com as hastes das bandeiras que carregavam. Mas ainda assim, o ciclista tentava ajudar as pessoas que estavam sendo ameaçadas.

É claro que não é dever do tal ciclista fazer nada daquilo. Esse é o dever da polícia. É o dever do estado. O estado tem que impedir esse tipo de vandalismo.

O que essas pessoas fizeram hoje, não é manifestação. É vandalismo. É a tentativa de impor, na força bruta, a sua vontade sobre os outros.

Manifestação é uma coisa. Colocar fogo em pneu, no meio da rua e impedir a passagem das pessoas através de ameaça... é banditismo.

É coisa de bandido!

E o pior de tudo, é que na maioria das vezes, são pessoa tão manipuladas que nem conseguem perceber que estão fazendo papel de bandido.

Enquanto os bandidos de verdade, que orquestram, organizam e bancam tudo isso, ficam rindo, assistindo pela televisão e tomando seu vinho de melhor qualidade.

Ou será que os humildes manifestantes teriam condições de colocar vários ônibus no meio da rua, impedindo o trânsito, sem que houvessem sindicatos por trás pra orquestrar tudo isso?

O fim do imposto sindical tem que acontecer.

Chega de vida boa para vagabundo cuja fonte de renda é fazer vandalismo na rua. Vagabundo sustentado pelo imposto sindical que nós, trabalhadores, pagamos.

Sindicatos que não nos representam e só existem para sugar dinheiro público.

A frase, apesar de batida, que mais se encaixa a tudo isso é ... VAI TRABALHAR, VAGABUNDO!

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